Na manhã desta segunda-feira, o taxista A. pegou um passageiro na Rua Almirante Alexandrino, em Santa Teresa, e desceu pela Rua Paula Matos com a intenção de sair perto do Sambódromo. Antes da última curva, ele contou que foi abordado por dois jovens, na casa dos 20 anos, que estavam em uma motocicleta e com o rosto coberto pelo capacete.
O carona, de arma em punho, bateu no vidro do carro, que estava fechado. O motorista, antes de perceber que o rapaz estava armado, pensou que era alguém em busca de uma informação. Quando ele abriu a janela do veículo veio a surpresa maior.
— Ele (o ladrão) falou “tira a aliança”. Quando estiquei a mão, ele abocanhou meu dedo para puxar com o dedo. Meu medo maior era que ele tivesse algo cortante, tipo uma gilete — disse a vítima, aliviada por se tratar de uma bijuteria e não uma joia verdadeira — brilhava como se fosse de ouro, mas era latão. Minha aliança verdadeira fica em casa — completou.
Depois do ataque, que aconteceu a poucos metros do Batalhão de Choque da Polícia Militar, o bandido subiu na moto do comparsa e fugiu. O motorista, que tem 27 anos de praça, disse que nunca passou por nada parecido.
— Os dois rapazes em uma moto se aproximaram pela janela do motorista, fazendo sinal para ele parar o veículo. Em seguida, arrancaram a aliança do motorista com os dentes e ainda perguntaram se era de ouro. Foi um susto. Cheguei a pensar que eles fossem nos tirar do carro para roubar — contou o passageiro, que nada sofreu e também não teve nenhum pertence levado pelos ladrões.
A Secretaria de Estado de Polícia Militar informou, por meio da assessoria de imprensa, que, de acordo com dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), somente neste ano, mais de 940 pessoas foram presas na área de atuação do 4º BPM (São Cristóvão), que engloba o trecho onde ocorreu o assalto. A nota diz ainda que o batalhão “não foi acionado para atuar na referida ação”.
A nota diz ainda que a unidade, por meio de seus setores de inteligência, atua na identificação e prisão dos autores desse tipo de delito. “Cabe destacar que as vias previamente mapeadas são priorizadas no planejamento operacional, com base na análise dos indicadores criminais, permitindo uma atuação mais estratégica e eficiente”, diz o texto, reforçando a importância do envio de informações ao Disque Denúncia, pelo telefone (21) 2253-1177, além de, em casos de emergência, acionar a PM por meio da Central 190 ou do aplicativo 190RJ.
Em outro caso na região, um menino de 5 anos morreu após um ataque a tiros em Paraty. A criança estava de férias na casa do pai. Moradores da área suspeitam que o ataque tenha sido realizado pelo TCP.
