O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, declarou que Teerã “não tem confiança em garantias nem em palavras”. Segundo ele, apenas os comportamentos são “o critério” para o país. A afirmação ocorre em meio a dúvidas sobre o cessar-fogo acordado com os Estados Unidos, após novos ataques trocados entre os lados no Oriente Médio.
Em uma postagem na rede social X, Ghalibaf escreveu que “nós obtemos concessões não com diálogo, mas com mísseis; na negociação, apenas as explicamos a eles”. A declaração não citou explicitamente os EUA. Ele acrescentou que “nenhuma ação será realizada antes da ação da parte oposta”.
Sem dar detalhes, o presidente do Parlamento iraniano defendeu que o vencedor de qualquer acordo é “aquele que se prepara melhor para a guerra a partir do dia seguinte”. As expectativas internacionais se concentram em um possível entendimento para encerrar o conflito na região.
Contexto do conflito no Oriente Médio
As declarações de Ghalibaf ocorrem em um momento de tensão elevada entre Irã e Estados Unidos. Nos últimos dias, os dois países trocaram ataques no Oriente Médio, gerando incertezas sobre a continuidade do cessar-fogo previamente acordado. A comunidade internacional acompanha os desdobramentos, na expectativa de que as partes retomem as negociações de paz.
Analistas apontam que a postura do Irã reflete uma desconfiança histórica em relação às potências ocidentais. O país tem buscado fortalecer sua capacidade militar como forma de garantir seus interesses na região. A fala de Ghalibaf reforça a posição de que Teerã não cederá a pressões externas sem contrapartidas concretas.
