O regime do Irã ameaçou nesta quarta-feira (8) fechar o estreito de Hormuz novamente caso sofra mais ataques dos Estados Unidos, de acordo com uma autoridade de segurança do país mencionado pela emissora estatal Press TV.
A ameaça ocorreu horas após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar que o acordo de paz que estava sendo negociado entre os dois países “acabou”, devido a ataques contra alvos americanos em países do Golfo Pérsico.
O estreito de Hormuz é uma passagem marítima estratégica por onde passa cerca de um quinto do petróleo consumido no mundo. O fechamento da rota teria impacto direto no mercado global de energia. A declaração iraniana aumenta a tensão já elevada entre as duas nações.
Segundo a Press TV, a autoridade de segurança do Irã afirmou que qualquer novo ataque dos EUA resultará no fechamento imediato do estreito. A mensagem foi divulgada como resposta direta à declaração de Trump sobre o fim das negociações de paz.
Os ataques contra alvos americanos no Golfo Pérsico, citados por Trump, não tiveram autoria confirmada até o momento. O governo dos EUA, no entanto, responsabiliza o Irã e grupos aliados por essas ações. A Casa Branca ainda não comentou a nova ameaça iraniana sobre Hormuz.
O estreito de Hormuz, localizado entre o Irã e Omã, conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Oceano Índico. Em 2019, o Irã já havia ameaçado fechar a passagem durante um período de crise com os Estados Unidos, mas não chegou a executar a medida. A região permanece sob vigilância de forças navais internacionais.
Especialistas apontam que um bloqueio no estreito poderia elevar os preços do petróleo e afetar a economia global. A Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos e outros países do Golfo dependem da rota para exportar sua produção de petróleo. O Irã, por sua vez, usa a ameaça como ferramenta de pressão política e militar.
O anúncio de Trump sobre o fim do acordo de paz ocorreu após uma série de incidentes na região. O governo americano não detalhou quais ataques motivaram a decisão. A tensão entre os dois países se intensificou desde que os EUA retomaram sanções contra o Irã em 2018.
