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Dólar sobe com petróleo e tensões no Oriente Médio

O dólar comercial abriu em alta nesta quarta-feira (8), mas inverteu o sinal e passou a cair. Perto das 10h, a moeda americana recuava 0,14%, cotada a R$ 5,1448. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, operava praticamente estável no mesmo horário, aos 172.016 pontos.

O mercado financeiro acompanha de perto a nova escalada das tensões no Oriente Médio. Na segunda-feira (6), dois navios comerciais e um petroleiro foram atingidos por mísseis na região do Estreito de Ormuz. O bombardeio foi atribuído ao Irã. Em resposta, os Estados Unidos atacaram mais de 80 alvos militares no país.

Os ataques colocam em dúvida a efetividade do cessar-fogo entre Washington e Teerã. Há preocupações sobre uma possível interrupção no tráfego pelo Estreito de Ormuz, o que pode afetar os preços do petróleo.

Na agenda econômica, o destaque é a ata da última reunião de juros do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). O documento deve ser divulgado durante a tarde e pode trazer sinais sobre a política de juros do novo presidente da instituição, Kevin Warsh.

Tensões no Oriente Médio afetam os preços do petróleo

O cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã voltou a ser questionado após os ataques a navios no Estreito de Ormuz. Um petroleiro foi atingido por um projétil desconhecido, o que provocou um incêndio a bordo.

O presidente americano, Donald Trump, afirmou que o acordo de paz com o Irã “acabou”. A declaração foi feita em Ancara, na Turquia, antes de uma cúpula da Otan. Trump disse que não quer mais diálogo com Teerã.

O ministro das relações exteriores do Irã, Abbas Araqchi, criticou Trump. Ele afirmou que não haverá novas negociações de paz enquanto o líder americano não parar com as ameaças de guerra.

Com o aumento das tensões, os preços do petróleo subiram. O barril do Brent, referência internacional, tinha alta de 5,10%, cotado a US$ 77,94. O West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, subia 4,94%, a US$ 73,92 o barril.

Em Wall Street, os principais índices futuros operavam em queda. Os futuros do Dow Jones caíam 1,34%, os do S&P 500 recuavam 1,06% e os do Nasdaq Composite tinham perdas de 1,55%.

Na Europa, o dia também era negativo. O DAX, da Alemanha, tinha perdas de 1,80%. O CAC-40, da França, caía 1,75% e o FTSE 100, do Reino Unido, recuava 1,17%.

Na Ásia, as bolsas fecharam mistas. O CSI 300, da China, caiu 0,77%. O índice de Xangai perdeu 0,49%. No Japão, o Nikkei recuou 2,11%. O Kospi, da Coreia do Sul, teve desvalorização de 5,35%. O Hang Seng, de Hong Kong, subiu 2,99%.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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