O senador e pré-candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, reconheceu que a relação do governo de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, com a imprensa foi um dos problemas da gestão. Ele afirmou que pretende mudar essa dinâmica em um eventual mandato.
“Foi um dos problemas que eu identifico no governo do presidente Bolsonaro. O relacionamento com a imprensa, o preconceito muitas vezes de quem estava gerindo o orçamento para publicidade. Eu pretendo mudar isso. É um aprendizado numa coisa que eu acho que foi feita errada, que podemos fazer muito melhor, e assim será num possível governo meu”, disse Flávio durante o fórum Rumos do Brasil, organizado pela revista Veja, em São Paulo.
Flávio declarou que a imprensa tem um papel importante na sociedade e que o tratamento dado aos veículos de comunicação no governo do pai foi equivocado. “Eu dou um papel importante na imprensa que eu vou sempre respeitar, e sempre aplaudir. E o que depender de mim, vai ter sempre liberdade de imprensa, liberdade de expressão, independente de matérias que estejam construídas contra mim, ainda que acho que sejam injustas”, afirmou.
Sobre a relação com os outros Poderes, Flávio disse que, “sem sombra de dúvidas”, será institucional. “Vamos respeitar o que está na Constituição, que prevê harmonia e independência entre os Poderes”, completou. Ele também reiterou que não é investigado e que tem autonomia para fazer “o melhor governo que o Brasil já viu”.
Reforma tributária
Flávio voltou a afirmar que, se eleito, suspenderá a reforma tributária por pelo menos um ano. “Vamos suspender a reforma tributária por pelo menos um ano, porque nós vamos fazer uma reforma tributária que, de verdade, simplifique todo esse aparato que nós temos de tributos do Brasil, mas que seja uma redução de carga tributária”, disse.
Ele também defendeu mudar a regra que obriga o Executivo a indicar de onde virá o recurso para compensar a redução de um imposto. “Você, sempre que você reduz um imposto, tem que dizer de onde você vai tirar, porque tem formas de você provar que quando você reduz um imposto de determinado setor, com o passar do tempo, a tendência é que a arrecadação aumente e não reduza”, explicou. Para ele, a carga tributária atual ultrapassou a “curva de Laffer”, o que levaria a mais inadimplência, sonegação e queda na arrecadação.
