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Delúbio nega que candidatura seja para resgatar imagem

Delúbio nega que candidatura seja para resgatar imagem

Ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, 70, afirmou que sua pré-candidatura a deputado federal em 2026 não tem como objetivo resgatar sua imagem após os escândalos do mensalão e da Lava Jato. Em entrevista, ele disse que a motivação é ampliar a bancada do partido na Câmara dos Deputados. Delúbio foi preso duas vezes e condenado nos dois casos, mas sustenta sua inocência e chama o mensalão de “ação penal 470”, número do processo no STF.

Delúbio não será o único condenado no mensalão a tentar uma vaga no legislativo. O ex-ministro José Dirceu e o ex-deputado João Paulo Cunha também devem concorrer. “Não estamos voltando para ter resgate de nada. É porque há uma necessidade de ampliar a bancada do PT”, declarou o ex-tesoureiro. Ele foi condenado a 6 anos e 8 meses de prisão por corrupção ativa no mensalão e cumpriu mais de dois anos de pena. Pela Lava Jato, foi condenado a seis anos por empréstimos fraudulentos, mas a sentença foi anulada pelo STJ em 2023.

Delúbio afirma que passou os últimos 20 anos se defendendo de acusações que considera falsas. Ele admite a existência de caixa dois em campanhas petistas, mas nega o pagamento de mesada a deputados. Sobre a volta à política, ele diz querer ajudar o presidente Lula a governar e aumentar a bancada progressista de Goiás. Suas pautas incluem energia, transporte e a criação de um fundo soberano para a educação básica.

O ex-tesoureiro também comentou sobre a formação de novas lideranças no campo progressista. Para ele, a juventude viu o PT sofrer ataques fortes com o mensalão e a Lava Jato. Ele acredita que o partido precisa trabalhar para evitar que novas gerações passem pelas mesmas dificuldades. Delúbio foi expulso do PT entre 2005 e 2011, mas retornou à legenda e foi recebido por Lula publicamente em agosto de 2025.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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