O comandante do navio de cruzeiro que enfrenta um surto de hantavírus afirmou que não há novos casos a bordo. A declaração foi dada nesta sexta-feira (8), enquanto a embarcação permanece atracada nas Ilhas Canárias, na Espanha.
A situação começou após a confirmação de infecções pelo vírus, que é transmitido por roedores. As autoridades sanitárias locais e a Organização Mundial da Saúde (OMS) acompanham o caso. O chefe da OMS, inclusive, deve se reunir com o premiê da Espanha antes de viajar às Ilhas Canárias para monitorar a crise.
O navio está sob quarentena. Passageiros que já desembarcaram estão sendo rastreados para evitar a propagação da doença. A OMS e a Organização Marítima Internacional estão em contato para coordenar as ações de contenção.
O hantavírus pode causar uma síndrome pulmonar grave. Os sintomas incluem febre, dores musculares e dificuldade para respirar. A transmissão ocorre principalmente pela inalação de partículas de fezes, urina ou saliva de roedores infectados. Até o momento, não há vacina disponível.
A corrida para localizar os passageiros que deixaram o navio antes do bloqueio é intensa. As autoridades de saúde pública de diversos países foram acionadas para monitorar essas pessoas e orientar sobre os sintomas. O foco é evitar que o surto se espalhe para outras regiões.
O caso reacende o alerta para a segurança sanitária em viagens marítimas. As companhias de cruzeiro devem seguir protocolos rigorosos de limpeza e inspeção, especialmente em áreas de risco para a presença de roedores.
