O preço médio das passagens aéreas domésticas comercializadas no Brasil atingiu R$ 632,53 em maio de 2026. O valor representa uma alta de 11,2% em relação ao mesmo mês de 2025, de acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
Mesmo com as medidas do governo federal para tentar frear o impacto da alta do preço do petróleo no setor, o preço do querosene de aviação (QAV) subiu 68,5% no período. Esse aumento elevou os preços das passagens.
Os dados de tarifas aéreas domésticas são enviados mensalmente pelas empresas aéreas à Anac. Eles são divulgados depois de um processo de validação técnica.
As informações consideram a data de venda do bilhete e correspondem exclusivamente ao valor do transporte aéreo. Não estão incluídas taxas aeroportuárias ou outros encargos. A atualização monetária é feita pelo IPCA.
Em outro levantamento, a Anac também apontou que o número de passageiros transportados em voos domésticos em maio de 2026 foi de 7,8 milhões, uma queda de 2,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. A redução no movimento acompanha a alta nos preços das passagens e o aumento dos custos operacionais das companhias.
A demanda por voos internacionais, por outro lado, apresentou crescimento. O setor registrou alta de 4,5% no número de passageiros em maio, impulsionada pela retomada de rotas e pela oferta de tarifas promocionais em alguns destinos.
