O crítico de cinema Roger Ebert, conhecido por suas opiniões fortes, fez uma análise do filme “Thor” (2011) que, com o tempo, se mostrou equivocada em relação a um personagem específico. Em sua crítica, Ebert deu ao filme apenas 1,5 de 4 estrelas, descrevendo-o como um fracasso como filme, mas um sucesso como marketing. Ele afirmou que o roteiro e os personagens, incluindo o próprio Thor (Chris Hemsworth), eram superficiais.
No entanto, a avaliação que mais destoa da recepção do público foi sobre o personagem Loki, interpretado por Tom Hiddleston. Ebert descreveu Loki como “tristemente carente de carisma”. O crítico também criticou a reviravolta previsível do personagem como vilão, escrevendo que Loki “poderia muito bem estar usando um crachá: ‘Olá! Não se pode confiar em mim!'”. Ele chegou a perguntar se alguém se lembraria de Loki seis minutos após o filme terminar.
A história provou que Ebert estava errado. O Loki de Hiddleston se tornou um dos personagens mais amados do Universo Cinematográfico Marvel (MCU). Diferente do vilão tradicional dos quadrinhos, que era um trapaceiro puramente malicioso, o Loki do cinema foi retratado como um personagem trágico e simpático. Ele ama sua família, mas se sente negligenciado por seu pai, Odin (Anthony Hopkins), em favor de seu irmão Thor. A descoberta de que é um Gigante de Gelo, e não um asgardiano de verdade, aprofunda sua crise de identidade e motiva suas ações.
O personagem não só sobreviveu ao final de “Thor”, como se tornou o vilão principal de “Os Vingadores” (2012), onde Hiddleston mostrou seu talento para interpretar tanto a frieza quanto a megalomania. O sucesso foi tão grande que o roteiro de “Thor: O Mundo Sombrio” (2013) foi alterado para dar mais tempo de tela a Loki. Em 2021, o personagem ganhou sua própria série de televisão, solidificando seu apelo duradouro, mais de 15 anos após sua estreia.
