Minutos antes da bola rolar contra o Botafogo-SP, pela Série B do Campeonato Brasileiro, o elenco da Ponte Preta publicou um manifesto nas redes sociais. Na nota oficial, os atletas afirmam que estão sem receber salários no ano e que uma promessa de acerto feita pela diretoria na semana passada não foi cumprida.
O grupo decidiu jogar a partida, mas sob protesto. O desabafo público ocorre em meio a uma crise financeira e institucional no clube de Campinas. A situação se agravou após a quarta derrota consecutiva da equipe na competição.
Além do protesto dos jogadores, a Ponte Preta enfrenta outros problemas nos bastidores. A Justiça condenou o clube a pagar um atacante por dívidas trabalhistas. Na decisão, o juiz reconheceu a situação financeira difícil da agremiação e concedeu o benefício da Justiça gratuita.
Sem um técnico definido após a saída de Rodrigo Santana, a equipe foi comandada interinamente por Edson Boaro, auxiliar fixo do clube que já trabalhou na Seleção Brasileira. A diretoria negociava a contratação de Márcio Zanardi, ex-São Bernardo e Figueirense, como novo treinador.
Em outra frente judicial, a Justiça negou um pedido de conselheiros que solicitavam o afastamento do presidente da Ponte Preta. A 5ª Vara Cível de Campinas entendeu que não há urgência que justifique a saída imediata do dirigente neste momento do processo.
Em campo, a Ponte Preta tentava frear a crise para evitar a pior sequência de derrotas no ano. O time somava quatro reveses seguidos na Série B e buscava a reabilitação contra o Botafogo-SP na 11ª rodada da competição nacional.
