A GloboNews apresentou um quadro com supostas conexões de pessoas envolvidas no Caso Master durante o programa Estúdio i na sexta-feira, 20 de março de 2026. O material foi exibido pela jornalista Andréia Sadi.
No estúdio, estavam os comentaristas Thomas Traumann e Arthur Dapieve. O jornalista Valdo Cruz participou de forma remota. A apresentação continha fotos e nomes de personalidades ligadas ao banqueiro Daniel Vorcaro.
A jornalista citou, entre outros, os nomes do presidente Lula, dos ministros Rui Costa e Alexandre Silveira, e do então presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Ela mencionou que Galípolo estava na lista por ter participado de uma reunião com Vorcaro.
Durante os comentários, Valdo Cruz disse que aquilo era “só um aperitivo” e que mais nomes surgiriam. Arthur Dapieve comentou que a arte não significava envolvimento, mas conhecimento sobre o caso.
A conversa sobre o quadro durou cerca de 14 minutos. O constrangimento com o material ficou evidente, e Andréia Sadi interrompeu a discussão para um intervalo comercial.
Na segunda-feira, dia 23 de março, a jornalista Andréia Sadi fez um pedido público de desculpas. Ela afirmou que o material estava “errado e incompleto” e que não deixava claro o critério usado para a seleção das informações.
O caso gerou questionamentos sobre a origem do material gráfico e o processo de apuração que levou à sua exibição. O pedido de desculpas foi considerado insuficiente por alguns analistas para explicar o erro.
O artigo original questiona quem teria sido responsável pela criação do powerpoint, comparando-o ao doutor Frankenstein por ter dado vida a uma narrativa considerada problemática. A situação é vista como um exemplo dos desafios do jornalismo nas grandes corporações de mídia.
O Caso Master envolve investigações sobre operações financeiras irregulares e a relação de banqueiros com figuras políticas. O banqueiro Daniel Vorcaro é uma figura central nessas apurações.
O episódio reacendeu o debate sobre o papel da mídia e sua influência na formação da opinião pública. A discussão também aborda a permanência de narrativas políticas específicas, como o chamado lavajatismo, mesmo com novas roupagens.
Para muitos observadores, o fato de quatro profissionais experientes terem comentado um material considerado frágil levantou dúvidas sobre os procedimentos editorais. A falta de perguntas mais incisivas durante a transmissão também foi notada.
O colunista Moisés Mendes, autor do texto original, pontua que o erro vai além da rotina jornalística, tendo um impacto político considerável. A expectativa é que mais detalhes sobre a gênese do material venham a público no futuro.
