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Crítica de Enola Holmes 3: O Jogo Continua

Millie Bobby Brown retorna como protagonista e produtora de “Enola Holmes 3”, nova adição da série de sucesso da Netflix. A personagem, irmã mais nova de Sherlock Holmes, agora adulta, se vê diante de um dilema: casar-se com Lord Tewkesbury ou continuar sua carreira de detetive.

Nos primeiros minutos do filme, Enola aparece fugindo do próprio casamento, vestindo um vestido branco e empunhando uma arma. A cena estabelece o tema central da produção: a luta da personagem entre as expectativas tradicionais e sua vocação como investigadora.

A trama ganha impulso quando Sherlock Holmes é sequestrado. Dr. Watson, interpretado por Himesh Patel, informa Enola sobre o ocorrido, e a detetive parte para Malta em busca do irmão. O filme inclui cenas de perseguição, assassinatos e um segredo enterrado que precisa ser revelado.

Henry Cavill aparece como Sherlock por cerca de seis minutos, incluindo uma cena com uso de computação gráfica no casamento de Enola. Esta é a primeira produção da franquia sem Sam Claflin como Mycroft Holmes, ausência que a produção atribui a conflitos de agenda. Helena Bonham Carter retorna como Eudoria, mãe dos Holmes.

Sharon Duncan-Brewster interpreta Moriarty, vilã descrita como exagerada e caricata, com risadas maníacas. Suas cenas de luta com Enola são equilibradas, e o filme deixa espaço para um possível retorno da personagem.

Cada filme da série aborda uma questão social diferente. O primeiro tratou do sufrágio universal, o segundo adaptou a greve das meninas que fabricavam fósforos. “Enola Holmes 3” foca em igualdade humana e pilhagem colonial, com diálogos que criticam o Império Britânico.

Frases como “O império britânico não consegue admitir culpa” e “Poucos nomes britânicos não estão manchados pela dor de seu império” são destaques do roteiro. O filme também aborda a capacidade dos homens de cometerem atos horríveis enquanto são pais amorosos.

Apesar de reconhecer falhas no ritmo e no mistério, a crítica pede mais filmes da franquia. A justificativa é a falta de entretenimento familiar e infantil no mercado atual, que poderia ser preenchida por produções como “Enola Holmes”.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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