Companhias aéreas que atuam no Brasil estão elevando o preço das passagens em até 30% e diminuindo a quantidade de voos. A medida é uma forma de compensar os custos maiores com combustível.
O cenário de alta no preço do petróleo tem levado as empresas do setor a revisar seus planos. O objetivo é enfrentar a disparada no valor do querosene de aviação, conhecido como QAV.
Essa alta é um reflexo da guerra que ocorre no Oriente Médio. Além do aumento das tarifas e da redução da oferta de voos, as aéreas também estão usando mecanismos de proteção financeira.
Esses mecanismos, chamados de hedge, servem para tentar se proteger da volatilidade no preço da commodity. A estratégia é comum em períodos de grande instabilidade nos custos.
O ajuste nas operações é uma resposta imediata à pressão sobre as margens das empresas. O setor aéreo é particularmente sensível à variação no preço dos combustíveis.
A situação atual exige que as companhias recalculem constantemente suas rotas e planejamento financeiro. A expectativa é de que os impactos nos preços para o consumidor permaneçam enquanto a crise do petróleo persistir.
