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GP da China tem disputa acirrada Mercedes x Ferrari

O Grande Prêmio da China deve ter mais uma disputa acirrada entre Mercedes e Ferrari. Nas duas corridas realizadas até agora com os novos carros da Fórmula 1, a mesma dinâmica se repetiu.

As Mercedes, dominantes em uma volta rápida, não largam tão bem quanto as Ferrari. Elas sofrem para se livrar dos carros italianos por algumas voltas. As posições ficam trocando, muito por causa do uso da energia elétrica, até que a Mercedes consegue escapar.

A expectativa é a mesma para a corrida deste domingo, que começa às 4h pelo horário de Brasília. Kimi Antonelli sai da pole position pela primeira vez na carreira, com George Russell em segundo, Lewis Hamilton em terceiro e Charles Leclerc em quarto.

Leclerc foi destaque na corrida sprint, indo da sexta para a segunda posição. O piloto da Ferrari disse ter apostado em um acerto do carro mais voltado para a corrida principal. Ele comentou sobre a disputa com a Mercedes.

“Eles são muito fortes e têm vantagem no ritmo. Parece que nós conseguimos ser mais flexíveis com o uso da energia no começo das corridas. Eles parecem ter dificuldade. Quando você fica lutando usando as baterias, trava um pouco o ritmo deles. Tomara que seja assim também na corrida”, afirmou Leclerc.

Fred Vasseur, chefe da Ferrari, avaliou que a vantagem da Mercedes nas retas ajuda seus pilotos a pouparem os pneus. Isso faz com que os carros da Ferrari não consigam acompanhar após algumas voltas.

A Mercedes, porém, também enfrenta problemas. Russell teve dificuldades na classificação, com troca de volante e reset do carro após reclamar do motor e do câmbio. Antonelli também largou mal na sprint. A equipe chega à corrida como favorita, mas não totalmente tranquila.

Gabriel Bortoleto, que larga em 16º lugar, espera uma corrida mais travada, onde a estratégia pode ser importante. O piloto da Audi não está se sentindo confortável com o carro, que também não está consistente.

“Acho que vamos ter uma corrida com muita degradação de pneus. A sprint foi travada. Tinha um Hadjar com o carro quebrado na frente, que segurou todo mundo. Era difícil passar por ele por causa da gestão de energia. Não vai ser fácil, mas uma estratégia diferente talvez possa salvar”, disse Bortoleto.

Em sua posição no grid, o brasileiro pode tentar largar com pneus duros e fazer uma tática oposta à dos carros da frente, buscando rodar mais tempo com pista livre. Na sprint, Liam Lawson largou em 13º, usou pneus mais duros e pontuou, ajudado por um Safety Car.

A Red Bull tem sido uma decepção neste fim de semana. Após o terceiro lugar no grid na estreia da unidade de potência na Austrália, a equipe caiu de produção na China, onde o equilíbrio do carro é mais importante.

Max Verstappen, que se classificou em oitavo, reclamou do comportamento do carro. “Toda volta é de sobrevivência. Mudamos muitas coisas no carro e não faz diferença nenhuma. Não sinto que estou controlando o carro”, disse o piloto.

Essa situação abre possibilidades para as equipes do meio do pelotão pontuarem. Pierre Gasly, da Alpine, e Ollie Bearman, da Haas, colocaram seus carros no top 10 nas duas classificações. A corrida sprint do francês foi mais difícil, mas o britânico já correu bem na Austrália e pode repetir o desempenho na prova deste domingo.

A dinâmica entre Ferrari e Mercedes continua sendo o ponto central. A capacidade de gestão de energia no início da corrida parece ser a chave para as Ferrari conseguirem lutar contra o ritmo superior da Mercedes em seguida. A estratégia de pit stops e a degradação dos pneus também serão fatores decisivos no resultado.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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